Introdução ao Blob Storage

Para entendermos algumas soluções de backup que irei apresentar aqui, precisamos entender o que é um Blob Storage. Então de forma simples, Blob Storage é uma solução da Microsoft de armazenamento de objetos para a nuvem.

Para podermos utilizar esta solução, precisamos criar uma Storage Account no Azure.

As Storages Account são divididas em conteiners e são nos conteiners que “despejamos” nossos dados, ou seja, nossos blobs.

Blob

Os blobs são divididos em três tipos:

  • Block – texto, dados binários:
    • Exemplos: .bak,  .txt, .csv …
  • Append – Igual ao Block Blob, porém otimizado para operações incrementais.
  • Page – VHD files:
    • Exemplos: vhs, .mdf, .ldf, .bak .

Obs.: Podemos observar que o .bak pareceu tanto como Block Blob como Page Blob. Este exemplo foi colocado de propósito, pois iremos explorá-lo melhor nos próximos posts.

Além disso, temos três tipos de Access Tiers (camadas de acessos) que influencia diretamente no acesso, recuperação e precificação dos seus Blobs.

  • Premium (Preview em 08/10/2018) : Oferece melhor performance para dados acessados frequentemente:
    • Não entrarei em detalhes sobre esta camada de acesso, pois os testes não foram realizados o levando em consideração e como podem ver, acabou de sair do forno.
  • Hot:
    • Menor custo nas operações de IO;
    • Maior custo de armazenamento.
  • Cool (cold):
    • Maior custo nas operações de IO;
    • Menor custo de armazenamento;
    • Para ter uma economia real, o blob deverá ficar armazenado por ao menos 30 dias.
  • Archive:
    • Menor custo de armazenamento de todos os Tiers;
    • SLA de até 15h para recuperar as informações;
    • Para ter uma economia real, o blob deverá ficar armazenado por ao meno 180 dias.

Para mais informações sobre o access tiers acessar o link da Microsoft.

2-CamadasDeAcesso

Fonte: http://blog.archive360.com/to-tier-or-not-to-tier-is-no-longer-the-question

As Storage Accounts são divididas em três tipos:

  • Blob Storage:
    • Dados não estruturados;
    • Block e append;
    • Cool e Archive.
  • General-Purpose v1(GPV1):
    • Uso geral;
    • Block, append e page.
  • General-Purpose v2(GPV2):
    • Uso geral;
    • Block, append e page,
    • Hot, cool.

A diferença entre GPV1 e GPV2 está na velocidade de acesso à informações e também na diferença de tarifação. Além de que no GPv1 não tem access tier , sendo que no GPV2 aceita o accees tier Hot, Cool e Archive facilitando a administração dos seus arquivos e também já é o recomendo para os projetos novos.

E por último temos dois tipos de camadas de performance:

  • Standard
    • HDD;
    • Mais barato.
  • Premium
    • Somente page blobs;
    • SSD;
    • Mais caro.

Esta imagem resume legal tudo que foi explicado aqui:3-ResumoBlobStorage-AccesTiers-PeformanceTiers

Fonte: https://insidemstech.com/tag/general-purpose-v2/

Então para começar, segue um breve tutorial de como criar uma storage account:

4-CriarBlob

  • Clicar em All Services;
  • Digitar “Storage Account”.

5-CriarBlob-SelecionarServico

  • Clicar em “Storage Account”;
  • Clicar em “Create”.

6-CriarBlob-PreencherInformacoes

  • Colocar o nome do seu storage account. O nome deve conter somente letras minúsculas mais números. Aqui recomendo já ter escolhido um padrão para identificar seus storages account. No meu caso escolhi colocar o prefixo “stg”;
  • Escolher o tipo de performance “Standard” ou “Premium”. Podem observar que ao clicar em Premium, a sua escolha de “Acces Tier” (identificado com o número 5 na imagem) some e aparece uma informação que somente page blob é aceito para este tipo de performance;
  • Tipo de storage account (conforme já explicado anteriormente neste post);
  • Escolher o tipo de replicação (local, geográfico ou geográfico e habilitado para leitura);
  • Escolher o access tier conforme já explicado anteriormente. Podem observar que o Archive não é uma opção aqui, pois sua configuração é específica do blob. Aqui neste caso você escolhe o access tier padrão da storage account, mas o mesmo pode ser alterado especificamente para cada blob.

7-CriarBlob-Validacao

Aqui você confirma as informações configuradas.

8-CriaBlob-Confirmacao

Prontinho! Aqui sua Storage Account já está criada.

Até o próximo post “Backup With Access Key credential  (utilização/limitações)”

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BACKUP DATABASE DB TO URL = ‘BLOB STORAGE’

Introdução

Ano passado comecei a trabalhar com Azure e tive que adaptar minhas rotinas de Backup para a nuvem. Ao estudar um pouco mais sobre as opções de backups para a nuvem, vi que existiam várias e que bastaria verificar qual melhor se encaixaria à minha realidade. Após ter escolhido de qual forma realizaria os meus backups, esbarrei em algumas limitações e vi também que mais soluções apareciam. Então, quero realizar uma série de posts ao longo de algumas semanas que mostram opções de realizar backups para a nuvem.

A agenda será dividida da seguinte forma:

  • Introdução ao Blob Storage
  • Backup With Access Key credential  (utilização/limitações)
  • Backup With SAS Credential (Limitações/Erros do SAS)
  • Backup Automatizado para VM
  • Recovery Services Vault SQL Server
  • Conclusão

 

Sobre as três primeiras opções, a Sulamita Dantas e eu realizamos uma palestra no SQL Saturday 792 de Brasília e após esta palestra veio a vontade de transformar isso em post.

Lembrando que os posts são estudos que realizei baseados em dificuldades que tive no dia-a-dia e soluções específicas para o cenário que eu tinha.

Se você está na nuvem, recomendo fortemente sempre ficar antenado às novidades, pois as evoluções são constantes e muitas destas novas features facilitarão muito a sua vida. Talvez uma limitação que você tem hoje pode ser sanada daqui a alguns meses e, justamente por este motivo, colocarei aqui opções de soluções. Caberá à você achar a melhor para o seu ambiente.

Então, usarei este post como controle (atualizarei os tópicos redirecionando para a URL correta de cada assunto) e deixo claro aqui que, para estas soluções, deveremos ter familiaridade com as sintaxes de BACKUP DATABASE, noções básicas de Powershell e o básico de Azure.

Espero que gostem dos assuntos que serão abordados durante esta série e que, caso tenham qualquer dúvida ou sugestão, coloquem no comentário.

Até breve!